quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AUDIÊNCIA PÚBLICA COM O MINISTÉRIO PÚBLICO SOBRE AS OBRAS NO PARQUE DA ÁGUA BRANCA

O Promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo, Dr. Washington Luiz, agendou para quinta, dia 02/12, às 18h30, uma audiência pública para discutir os problemas apontados pelo Movimento SOS Parque da Água Branca na condução e execução das obras do Governo do Estado no Parque da Água Branca.


É um momento de decisão dos nossos encaminhamentos, e é de fundamental importância a sua manifestação e o seu comparecimento.

Divulgue esta audiência pública para todos que defendem que o Parque da Água Branca seja respeitado e preservado.

02/12 - quinta, 18h30 - Parque da Água Branca - Auditório Paulinho Nogueira (entrada pela porta da administração do parque, em frente à arena central)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PRONUNCIAMENTO SOBRE O PARQUE DA ÁGUA BRANCA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - DEP CARLOS NEDER

Pronunciamento do Deputado Estadual Carlos Neder na 148 Sessão Ordinária da Assembléia Legislativa de São Paulo - 30/11/10

 

Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, telespectadores da TV Assembleia, todos que nos acompanham nesta sessão plenária e pelo Diário do Legislativo, hoje seria realizada uma audiência pública no Parque da Água Branca, chamada pelo Ministério Público Estadual para discutir as mudanças que estão sendo feitas, de modo intempestivo, pela direção do parque que é vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado São Paulo. São várias as mudanças feitas sem nenhum tipo de discussão com os usuários do parque, interferindo na lógica de funcionamento do mesmo, um dos poucos parques que ainda têm características rurais na cidade de São Paulo.

Entretanto, a audiência pública convocada pelo Ministério Público para ouvir os cidadãos e usuários daquele parque estadual - acertada para ser realizada nas dependências do parque em uma de suas salas - não ocorrerá hoje (30/11). O Ministério Público Estadual e a população usuária foram avisados, no mesmo dia em que seria realizada a audiência, de que não haveria uma sala disponível para a realização da citada audiência pública. É impressionante como um parque público desse porte - que tem dentro de si instalados indevidamente vários órgãos estaduais, já que não faz sentido a existência de órgãos administrativos nesse tipo de equipamento, como é o caso do Fundo de Solidariedade,  e lembrando que há uma carência  de áreas verdes e falta respeito ao meio ambiente na nossa cidade, não tenha uma sala sequer para a realização da audiência. Para que o promotor, Dr. Washington Luiz Lincoln de Assis, possa se reunir com a população e ouvir as suas queixas e sugestões acerca das mudanças que vêm sendo feitas de modo autoritário no Parque da Água Branca.

Poderia parecer apenas um problema administrativo e burocrático, mas não é o que ocorre. Ainda esta semana, os usuários, vasculhando os Diários Oficiais do Estado de São Paulo, se deram conta da existência de um contrato, de nº 09/2010, Processo FUSSEP nº 85629/2010, com Parecer Jurídico da AJG. O contratante é o Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado São Paulo. Vale dizer, este Fundo, administrado e tendo à frente a mulher do Governador, a primeira-dama Deuzeni Goldman, contrata uma empresa chamada Harus Construções Ltda. Objeto: Execução de serviços de engenharia consistentes na elaboração de projetos executivos, reparação/restauro, adaptação e conservação dos Pergolados I e II, localizados no Parque Dr. Fernando Costa, que é o nome oficial do Parque da Água Branca. 
O contrato é no valor de dois milhões e 610 mil reais e foi assinado para ter uma vigência de oito meses, tendo sido assinado no dia 24 de novembro. É evidente que os moradores e demais cidadãos que se organizam no Movimento SOS Parque da Água Branca, bem como os que estão à frente da Associação de Usuários do Parque, iriam questionar o Ministério Público sobre este contrato: sua conveniência e, sobretudo, a forma como se deu a escolha do Harus Construções Ltda., incluindo os valores que se pretendem praticar e se eles são razoáveis em termos de valores no mercado.

Esse tipo de situação que se observa no  Parque da Água Branca não é um fato isolado. São vários e vários contratos sendo firmados no momento de transição de uma gestão para outra, de forma açodada, sem discussão com os cidadãos interessados e sem que haja maior transparência quanto à forma de contratação e os preços praticados.

Portanto, Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, é preciso que a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo vote o mais rápido possível o projeto de lei de minha autoria, que estabelece a criação dos conselhos gestores dos parques estaduais, a exemplo do que já temos na cidade de São Paulo, também uma lei de minha autoria; e, ao mesmo tempo, que a Assembleia Legislativa de São Paulo e as suas comissões pertinentes analisem esses contratos que vêm sendo firmados pela primeira-dama, Deuzeni Goldman, junto ao Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado São Paulo, em especial para viabilizar às pressas essas mudanças e reformas que estão sendo feitas num parque que é tombado pelos órgãos responsáveis por zelar pelo patrimônio histórico estadual e municipal.

Muito obrigado!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

AUDIÊNCIA PÚBLICA COM O MINISTÉRIO PÚBLICO SOBRE O PARQUE DA ÁGUA BRANCA

O Promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo, Dr. Washington Luiz, agendou para dia 30/11, terça, 18h, uma audiência pública para discutir os problemas apontados pelo Movimento SOS Parque da Água Branca na condução e execução dos projetos e intervenções do Governo do Estado no Parque da Água Branca.


É um momento de decisão dos nossos encaminhamentos, e é de fundamental importância o seu comparecimento.
Divulgue esta audiência pública para todos que defendem que o Parque da Água Branca seja respeitado e preservado.

30/11 - terça feira, 18h - Parque da Água Branca - Espaço Tatersal.

COMPAREÇA - Sua participação é fundamental!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Parque da Água Branca: a caixinha de surpresas do governo estadual

Após a derrubada de árvores sadias e protegidas como patrimônio histórico e ambiental, ameaça aos mananciais contidos no parque e a falta de cuidado aos pavões, patos e pássaros abrigados no Parque, a mais nova surpresa promovida pelo governo do Estado no Parque da Água Branca é a demolição parcial do pergolado - estrutura de suporte a uma cobertura vegetal florida, contendo bancos de descanso à sombra em seu interior.

O pergolado deixará de ser um espaço belo, florido e sombreado aberto a todos para se transformar num auditório fechado, de gosto e qualidade duvidosos, aberto só quando, e para quem, o governo estadual quiser.

É evidente a intenção de elitização, tanto da aparência quanto da frequência do parque. Eliminação da vegetação cerrada por motivos de segurança, fechamento do pergolado, transformação do tattersal em auditório chique, colocação de "ombrellones" italianos na área de leitura, cujo acervo privilegia as grandes editoras que apóiam o governo.

Ao contrário da Sala São Paulo - que transformou uma antiga estação ferroviária numa sala de concertos preservando sua arquitetura - onde a acústica foi considerada pelo arquiteto Nelson Dupré, autor do projeto, como a "esposa mandona" que não podia ser contrariada, o novo auditório previsto para ocupar o pergolado será precário em conforto acústico tanto do lado de fora quanto dentro. Próximo da rua, será invadido pelo barulho dos ônibus, e quem procura o parque para "ouvir o silêncio" será obrigado a ouvir o barulho que for produzido pelo auditório.

O Movimento SOS Parque da Água Branca - que congrega pessoas e entidades ambientalistas e de defesa do patrimônio histórico - acionou o Ministério Público estadual para impedir essas obras, por considerá-las ilegais até mesmo com a aprovação do Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado. Além dele, o parque é igualmente tombado pelo órgão municipal de proteção ao patrimônio histórico - o Conpresp - que também foi acionado.

Além de agredir os patrimônios ambiental e histórico da cidade e do estado de São Paulo, a reforma do Parque tombado derruba também a boa gestão pública. As obras estão sendo conduzidas em conjunto pelo Fundo Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural e pela Secretaria de Estado da Agricultura. O Fundo de Solidariedade deveria se dedicar à assistência social às camadas mais necessitadas da população. Sua atividade mais famosa é a Campanha do Agasalho, que a cada inverno recolhe doações de roupas usadas. A função da Secretaria da Agricultura é promover a pesquisa, a produção, a distribuição e comercialização de alimentos. Nenhuma das duas missões é compatível com a construção de auditórios de luxo - ainda que precários - promoção de audições e concertos em bairros valorizados e, sobretudo, com o desrespeito ao meio ambiente e à história da cidade e do estado
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