domingo, 8 de abril de 2012

Venha contribuir na formulação do Plano de Manejo Ambiental do Parque da Água Branca

No sábado dia 14 de abril, o novo diretor do Parque da Água Branca, Engº Agrônomo Marcos Rangel, irá apresentar, para contribuição dos frequentadores do Parque, a proposta de Plano de Manejo ambiental, que inclui o manejo de árvores, animais e nascentes.

É importante que você e todo/as que lutaram pela defesa e preservação das características rurais, ambientais, culturais e históricas do Parque da Água Branca participem desta reunião e contribuam com sugestões. A participação cidadã na gestão dos bens públicos é defendida pelo Movimento SOS Parque da Água Branca e com isso, evitar intervenções prejudiciais como as que ocorreram em 2010/2011 no Parque da Água Branca.

O Movimento SOS Parque da Água Branca monitora os desdobramentos das ações propostas no Termo de Ajuste de Conduta (fruto da participação dos frequentadores por meio de abaixo assinado e reuniões em 2010 e 2011).

Mantemos contatos frequentes e reuniões com a 3ª PJMA – Promotoria de Meio Ambiente da Capital e com o novo Diretor do Parque, Eng.º Agrônomo Marcos Sérgio Rangel Fernandes, com o objetivo de contribuir e acompanhar o cronograma de implantação das medidas compensatórias (mitigadoras) previstas no TAC:

  • Cercamento, sinalização, programa de educação ambiental para a área das nascentes e bosque das palmeiras;
  • Recomposição do solo da Trilha do Pau Brasil;
  • Implantação de novo sub-bosque com espécies da mata atlântica na área do ex-circo de leilões (ao lado do galpão da feira);
  • Apresentação de plano de manejo ambiental (gestão das nascentes, árvores, paisagismo, animais e resíduos);
  • Equipe técnica qualificada para a gestão das necessidades de preservação e manutenção doParque, conforme tombamento previsto pelo CONDEPHAAT e CONPRESP;
  • Criação de conselho gestor participativo e paritário composto por representantes dos frequentadores, órgão do estado e entidades sediadas no parque;
  • Acompanhamento dos processos no CONDEPHAAT e CONPRESP.

Apresentação da proposta de Plano de Manejo Ambiental do Parque da Água Branca pela direção do Parque.
Sábado, dia 14 de abril de 2012, às 8h da manhã.
Auditório Paulinho Nogueira – Prédio da Administração (arquibancadas).

Coordenação do Movimento SOS Parque da Água Branca.

Nascentes do Parque da Água Branca

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CONPRESP responde a questionamentos em Audiência Pública sobre o Parque da Água Branca

Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal de São Paulo realizou audiência pública com o CONPRESP – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e com o Departamento do Patrimônio Histórico – DPH/SMC sobre o Parque da Água Branca, que é tombado por estes órgãos municipais
e pelo CONDEPHAAT.

Participaram da Audiência Pública realizada em 16/11/11 - José Eduardo Lefèvre (Presidente do CONPRESP), Walter Pires (Diretor do DPH/SMC), Luiz Bloch (Conselheiro do CONPRESP), Vereador Adilson Amadeu (Conselheiro do CONPRESP representando a CMSP), os vereadores/a da Comissão de Administração Pública Eliseu Gabriel (PSB), José Rolim (PSDB), Carlos Neder (PT), José Ferreira Zelão (PT), Edir Sales (PSD), representantes do Movimento SOS Parque da Água Branca e do Movimento em Defesa do Cine Belas Artes.


Representantes do Movimento SOS Parque da Água Branca entregaram uma carta (leia aqui) às autoridades públicas e demais presentes e apresentaram a situação atual de descaracterização do Parque, devido às obras realizadas pelo Governo do Estado, sem análise e autorização prévia do CONPRESP.

O Presidente do CONPRESP e o Diretor do DPH responderam as indagações dos frequentadores do parque e dos vereadores presentes na audiência e comprometeram-se a realizar reuniões com os representantes do Movimento.


Os vereadores da Comissão de Administração Pública aprovaram requerimentos para que:

1 – O CONPRESP e o DPH apresentem os projetos realizados no Parque da Água Branca, deferidos ou indeferidos, mediante decisão motivada;

2 – O CONPRESP, o Departamento de Patrimônio Histórico – DPH e a Secretaria Municipal de Cultura – SMC revejam os deferimentos, submetendo as análises da legislação ambiental e das características expressas no decreto do tombamento, agora com medidas reparadoras e revisionais, além de uma possível auditoria ambiental. Portanto, medidas de controle e adequação, uma vez que as preventivas não puderam concretizar-se, além de não se proceder avaliação do impacto ambiental;

3 – A Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal de São Paulo estabeleça o acompanhamento do quanto solicitado e estabeleça um prazo para que o CONPRESP, o DPH e a SMC apresentem as respostas e providências para que as questões apontadas sejam solucionadas;

4 – O Movimento SOS Parque da Água Branca seja chamado a participar das reuniões do CONPRESP em que serão debatidos e deliberados os pareceres dos conselheiros relacionados às intervenções no Parque da Água Branca;

5 – O documento entregue pelo Movimento SOS Parque da Água Branca seja encaminhado ao Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Police Neto, e aos líderes de Partidos, bem como publicado na íntegra em Diário Oficial da Cidade.

6 – A realização de uma nova audiência pública no início de 2012, com a presença do Ministério Público e do CONDEPHAAT.


Assista o vídeo da Audiência Pública



Leia aqui reportagem no Portal da Câmara – texto

Leia aqui reportagem no Portal da Câmara – áudio

Leia aqui reportagem no site do vereador Carlos Neder

Leia aqui o Diário Oficial do Município de 29/11/11 com a publicação do documento entregue pelo Movimento SOS Parque da Água Branca na audiência pública

domingo, 6 de novembro de 2011

POR QUE NEM TUDO É COMO SAIU NA IMPRENSA SOBRE O PARQUE DA ÁGUA BRANCA?

Quem tem se informado ultimamente pela grande imprensa, pode concluir que todas as obras realizadas no Parque da Água Branca já chegaram ao fim, e foram todas regularizadas e aprovadas pelos órgãos ambientais.

Mas a realidade é bem outra.

Muitas das intervenções realizadas continuam ferindo leis de proteção ambiental e de proteção ao patrimônio tombado, mesmo após todas as denúncias e ações dos frequentadores por meio do Movimento SOS Parque da Água Branca.

No dia 19/10, o Movimento encaminhou um “Pedido de Esclarecimento” ao Ministério Público, elencando vários pontos que não foram respeitados pelo Governo do Estado na execução das obras e cuja solução continua pendente, assim como aguardando a assinatura pelo Governo do Estado da minuta de Termo de Ajuste de Conduta – TAC, apesar do Governo anunciar a finalização das obras.

No Bosque das Palmeiras: a imprensa veiculou que as obras já estavam encerradas e que a área seria aberta à visitação pública no mês de novembro de 2011.

O Movimento fez gestões junto à direção do parque, chefia de gabinete da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e Promotoria para que a área do Bosque das Palmeiras seja liberada somente após o seu cercamento e que o acesso público seja feito com visitas monitoradas, orientadas por um programa de educação ambiental consistente, haja sinalização com informações ambientais e regras de comportamento durante a visita exclusivamente através da passarela recém construída.


Reiteramos que por ser Área de Proteção Ambiental (APP), em que
ocorre o afloramento das três nascentes, a legislação ambiental foi descumprida conforme atestado inclusive por parecer de técnico do Ministério Público, e como tal não poderia ter sofrido qualquer intervenção em um raio de 50 metros nas áreas das suas nascentes, o que aconteceu. Leia a íntegra dos laudos - nascentes e supressão de vegetação



Perícia do Promotor e perito da 3ª PJMA do MP, para laudo sobre as nascentes.

Cuidados com os animais
: os voluntários do parque que cuidam dos animais desconhecem as medidas divulgadas na imprensa pelo diretor do Parque, de que os animais têm uma dieta balanceada e acompanhamento veterinário. O movimento SOS Parque da Água Branca há um ano vem fazendo gestões junto a direção do parque para conhecer essa equipe de técnicos, os procedimentos e o relatório de acompanhamento veterinário feito ao longo desse tempo. Leia as perguntas feitas à direção do Parque sobre o cuidado com os animais.

Fique por dentro das ações do Movimento

Articulação para a aprovação na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo do Projeto de Lei 540/05 que dispõe sobre a criação dos Conselhos Gestores dos Parques Estaduais de autoria do ex-deputado estadual e atual vereador Carlos Neder: O movimento vem mantendo reuniões constantes com deputados, vereadores e Casa Civil para que seja aprovada a lei que cria os Conselhos Gestores em parques estaduais. Leia aqui a íntegra do PL 540/05. Veja como você também pode fazer essa campanha junto aos deputados/as estaduais.

O parque da Água Branca por não ser uma unidade administrativa única, não é gerido de forma que integre os diversos órgãos que atuam no Parque (Secretaria de Agricultura, Instituto de Pesca, Museu de Geologia – Mugeo, Fundo Social). Não conta com um plano diretor único, com equipe técnica e verbas próprias, e com plano de manejo ambiental (contemplando árvores, jardins, nascentes, animais) que protejam o seu patrimônio ambiental, histórico, arquitetônico e cultural. O Termo de Ajuste de Conduta - TAC é um instrumento que poderá contribuir para que a gestão do Parque venha a ser integrada. Enquanto a assinatura do TAC e a provação da PL 540/05 não ocorrem, representantes do movimento assumiram em audiência pública com o Ministério Público, a iniciativa de realizar encontros semanais com a direção do parque a fim de agilizar o cumprimento das metas previstas no TAC. Leia a íntegra do TAC.

A atuação do CONDEPHAAT e do CONPRESP tem sido desarticulada e pontual. Estes Conselhos deveriam analisar os projetos antes da realização das intervenções, e aprová-los ou não, de acordo com o que está protegido pelos tombamentos. No entanto, os projetos foram separadamente encaminhados para a análise dos Conselhos, após o início ou com as intervenções já concluídas, obtendo parecer favorável dos Conselheiros, muitas vezes contrariando o que está protegido pelos tombamentos. O Movimento protocolou ofício ao CONPRESP e CONDEPHAAT questionando sua ação e vai participar da Audiência Pública com o CONPRESP, convocada pela Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal, no próximo dia 16/11/11. Leia a íntegra dos tombamentos CONDEPHAAT e CONPRESP

Compensação arbórea: o Movimento propôs para a Secretaria de Agricultura a implantação, ainda este ano, de um novo bosque com espécies da mata atlântica, na área ocupada pelo ex-circo de leilões, como compensação da retirada de árvores e vegetação.

RESERVE SUA AGENDA - PARTICIPE!

Audiência Pública com CONPRESP
dia 16 de novembro, quarta feira, das 13 as 15h, na Sala Sergio Vieira de Melo, 1 sub-solo, Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacarei, 100.

Reunião do Movimento SOS Parque da Água Branca
dia 03 de dezembro, sábado, das 10 às 12h30
Sala Espaço Eventos 1 - Parque da Água Branca

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CÂMARA MUNICIPAL CONVOCA CONPRESP PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PARQUE DA ÁGUA BRANCA

A comissão de Administração Pública da Câmara Municipal de SP aprovou requerimento do vereador Carlos Neder, que propõe a realização de uma Audiência Pública com a participação dos conselheiros do CONPRESP, para que sejam informadas as providências adotadas e em curso acerca do Parque da Água Branca.

O Parque da Água Branca é tombado pelo CONPRESP e as obras realizadas pelo governo do Estado não tiveram a análise e aprovação prévia deste Conselho.

Compareça e participe!

Audiência Pública com CONPRESP
dia 16 de novembro, quarta feira, das 13 as 15h, na Sala Sergio Vieira de Melo, 1 sub-solo, Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacarei, 100.

Comissão de Administração Pública - CMSP
Presidente - vereador Eliseu Gabriel (PSB)
Membros - Vereadores Marta Costa (PSD), José ROlim (PSDB), Carlos NEder (PT), SOuza SAntos (PSD), José Ferreira Zelão (PT), Edir Sales (PSD).

CONPRESP- Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo
Presidente - José Eduardo de Assis Lefèvre (titular/ SMC)
Conselheiros/as – Vereador Adilson Amadeu (Titular/ CMSP), Alfredo Alves Cavalcante ( Suplente), Beatriz Ferraz Spisso (Titular/CREA), Halina Sonia Radecki ( Suplente), Walter Pires (Titular, diretor do DPH/SMC), Nádia Somekh ( Titular/ IAB), José Geraldo Simões Junior ( Suplente), Marcelo Manhães de Almeida (Titular/ OAB), Pedro Augusto Machado Cortez ( Suplente), Luiz Ricardo Pereira Leite (Titular/ SEHAB), Hussain Aref Saab ( Suplente), Miguel Luiz Bucalem (Titular/ Secretário SMDU), Luiz Laurent Bloch ( Suplente), Marcos Cartum ( Suplente/SMC), Cláudio Salvador Lembo (Titular/ SNJ), Carlos Eduardo Garcez Marins ( Suplente), Wanda da Costa ( Secretária Executiva/ CONPRESP).

SMDU - Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano
SMC - Secretaria Municipal de Cultura
CMSP - Câmara Municipal de São Paulo
SNJ - Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos
IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil - seção São Paulo
SEHAB - Secretaria Municipal de Habitação
OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - seção São Paulo
DPH - Departamento do Patrimônio Histórico
CREA-SP - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo