O Parque da Água Branca está passando por várias reformas. São restauros nas construções históricas, corte de árvores, alterações na vegetação, praça de alimentação, novos passeios, pedriscos, praça de leitura, pisos intertravados, retirada das aves soltas (patos, gansos e cia), privatização do estacionamento... Todas de uma vez e todas de repente. Algumas muito bem vindas, outras muito questionáveis. Aqui você encontrará informações e opiniões sobre tudo isso que está ocorrendo no Parque.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Qual a posição do CONPRESP sobre as obras no Parque da Água Branca ?
Movimento SOS Parque da Água Branca realiza reunião com Chefe de Gabinete da Secretaria de Agricultura
O Parque da Água Branca é subordinado a chefia de gabinete da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SEAA).
Representantes do Movimento SOS Parque da Água Branca fizeram reunião com a Chefe de Gabinete da SEAA em 14/10/11, para dar sequencia as decisões tomadas na audiência pública com o Ministério Público em 16 de setembro/11. Entre elas, as pendências e atendimento às questões legais envolvidas na execução das obras já realizadas e em execução pelo governo no parque, determinadas pelos tombamentos, e as que constam da Minuta do TAC, encaminhada pelo MP em maio/11 para a Secretaria de Agricultura e para a Casa Civil, que ainda não foi assinado:
1 – Proteção do Bosque das Palmeiras onde há nascentes e olhos d'água, área de preservação permanente protegida pela legislação ambiental, e que deve ser mantido cercado e com entrada para visitação apenas para atividades de educação ambiental:- problemas decorrentes da obra realizada, contrárias a determinações da legislação de proteção de APP, e sem autorização prévia dos conselhos que tombaram o parque.
- divulgação pela SEAA para a imprensa, de abertura da visitação pública no bosque pela passarela construída, sem haver projeto de educação ambiental e sem cercamento do bosque, conforme previsto na minuta de TAC.
2 – O manejo dos animais, divulgado pelo diretor do parque para a imprensa, desconhecido dos frequentadores e dos cuidadores voluntários que estão no parque diariamente.
3 – Constituição formal de grupo de trabalho sobre Manejo Ambiental, com representação paritária de representantes da Secretaria e do movimento de frequentadores.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Nossa luta na defesa do Parque da Água Branca
O Movimento surgiu como reação organizada dos frequentadores às consequência das obras desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e FUSSESP/Casa Civil, do Governo do Estado de São Paulo, que descaracterizaram o parque, com a retirada de vegetação significativa, implantação de paisagismo urbano, intervenção irregular em área de preservação permanente onde existem nascentes, permeabilização do solo, iluminação e descaracterização do patrimônio arquitetônico.
Defendemos a criação de um conselho gestor deliberativo, com participação paritária dos frequentadores; a recomposição das características naturais do Parque e da vegetação suprimida, com replantio e criação de áreas de bosques; a preservação da área de APP, conhecida como Bosque das Palmeiras; a criação de plano diretor e de manejo ambiental e animal, com a garantia de recursos para a implantação e manutenção dos mesmos; a conservação e preservação do patrimônio arquitetônico original; a destinação dos equipamentos e prédios para fins públicos adequados à função de parque; a permeabilização do solo e a adequação de instalações, equipamentos, acréscimos e acessórios às determinações dos tombamentos, bem como obtenção de licença prévia destes órgãos para qualquer projeto ou obra a ser realizada no parque. O detalhamento está contido na minuta do Termo de Ajuste de Conduta – TAC, encaminhado pela 3ª.PJMA/MP em maio de 2011 para assinatura da Secretaria de Agricultura e da Casa Civil (leia o detalhamento do TAC aqui).
Por meio da ação organizada dos frequentadores, com o apoio de associações de ação cidadã, de parlamentares e da ação da 3ª. Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital do Ministério Público, o Movimento SOS Parque da Água Branca conquistou reconhecimento e garantiu a defesa do Parque, abrindo diálogo com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, ao qual o Parque está subordinado.
O Movimento SOS Parque da Água Branca se organiza por meio de um grupo coordenador, um grupo ampliado e reuniões com frequentadores. Conta com a contribuição de associações que acatam a causa.
A comunicação é feita por meio do:
a) não houve aumento de áreas impermeabilizadas, mas aumento de área permeabilizada, porque o piso utilizado no estacionamento é drenante, mas não respondeu sobre a comprovação técnica do referido piso ou mesmo a identificação do fabricante;
- Acompanhar as intervenções nas áreas vegetadas já existentes e a criação de um novo bosque como forma de compensação ambiental;
- Produzir um plano emergencial para os animais do parque (cadastro, acompanhamento veterinário e nutricional etc.). Esse grupo poderá fazer, inclusive, o monitoramento constante do abandono de animais.
- Criação de um novo bosque com espécies nativas da Mata Atlântica na área subutilizada, chamada de “circo dos leilões”.
- Restauro do pergolado: a Chefe de Gabinete gostaria de conversar com o promotor sobre o projeto; o promotor afirmou que, neste caso, há necessidade apenas de restauração;
- Projeto de reforma do Aquário e MUGEO – não foi apresentada nenhuma informação;
- Sobre os bancos de cimento (quebrados ou retirados), o diretor do parque afirmou que todos estão lá;
- Restaurante – o diretor afirma que, inicialmente, é para os funcionários do parque e não fala sobre o depois;
- Conselho Gestor – o promotor destacou a importância que a audiência pública agendada para 21/09, na Assembléia Legislativa, verse sobre o PL 540/05 que cria Conselhos Gestores nos Parques Estaduais, de autoria do deputado Carlos Neder no sentido de reunir esforços para a aprovação do PL; disse o promotor também que faria contatos com deputados que conhece e pediu aos demais presentes que também o fizessem;
- Foi reafirmado que o Movimento assinará o TAC como interveniente, podendo ter associações que o apóiem.
- Informou o diretor do parque que o Parque passará a funcionar das 6h ás 20h, não disse a partir de quando;
- O promotor disse que fará outra audiência para acompanhamento das decisões tomadas no início de outubro e pediu à Chefe de Gabinete da Secretaria de Agricultura, a quem o Parque da Água Branca está subordinado, que agilize a assinatura do TAC que, segundo ela, está em análise pelo setor jurídico da Secretaria;
- O promotor disse, por várias vezes, que responderá ao documento entregue pelo Movimento.
- Por fim, o Movimento apresenta novamente a preocupação sobre a indefinição de data para a Secretaria de Agricultura e a Casa Civil assinarem o TAC, e, enquanto isso, a execução das obras seguem em andamento. O TAC será assinado quando todas as obras já foram concluídas?
- Não houve uma resposta diretamente a essa questão.
21 de setembro de 2011
Com a participação de frequentadores e participantes do Movimento SOS Parque da Água Branca, entidades associativas que apóiam a causa - Defenda São Paulo, Preserva SP, Assampalba, Mover Lapa; a conselheira no CADES/SVMA, representante da Macro Região Oeste, Ros Mari Zenha, o vereador Carlos Neder, autor do PL 540/05 que cria conselhos gestores nos parques estaduais; a chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura do Estado, Christina Godoy, o diretor do Parque Antonio Teixeira e o deputado estadual Carlos Gianazzi.




